Guimarães Rosa – “o feiticeiro das palavras”


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Sana08.07.2018
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Guimarães Rosa – “O Feiticeiro das palavras”


"Chegamos novamente a um ponto em que o homem e sua biografia resultam em algo completamente novo. Sim, fui médico, rebelde, soldado. Foram etapas importantes de minha vida, e, a rigor, esta sucessão constitui um paradoxo. Como médico, conheci o valor do sofrimento; como rebelde, o valor da consciência; como soldado, o valor da proximidade da morte."

  • "Chegamos novamente a um ponto em que o homem e sua biografia resultam em algo completamente novo. Sim, fui médico, rebelde, soldado. Foram etapas importantes de minha vida, e, a rigor, esta sucessão constitui um paradoxo. Como médico, conheci o valor do sofrimento; como rebelde, o valor da consciência; como soldado, o valor da proximidade da morte."



“Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar eternidade. ...”



I – O Autor

  • I – O Autor

  • Permanência realista do testemunho humano

  • Universalização do Regionalismo

  • Mundo de fantasia e realidade do sertão (místico ) mineiro

  • Sondagem do mundo interior de personagens com poder generalizante.

  • Grande preocupação em manter o enredo e o suspense.

  • A natureza, além de cenário, é um agente ativo, participante, diretamente ligado aos destinos do homem.

  • Revitalização dos recursos da expressão poética, tais como ritmo, rima, aliterações, cortes e deslocamentos de sintaxe, vocabulário insólito, erudito e arcaico, neologismos, a fim de captar e imortalizar os valores espirituais, humanos e culturais de um povo .

  • A lírica e a narrativa fundem-se, abolindo os limites entre ambos.



“O Sertão é o mundo”

  • “O Sertão é o mundo”

  • “O Sertão está em toda a parte.”

  • “O Sertão está em nós.”



II – A Obra Sagarana

  • II – A Obra Sagarana

  • Elementos centrais: M.G., sertão,bois,vaqueiros e jagunços,o bem e o mal, solidão, amor, violência.

  • Repletos de histórias dentro de histórias, de digressões filosóficas e de monólogos interiores que desvendam o universo dos homens, dos bichos e das coisas, os contos nos permitem uma espécie de ritual de iniciação, ao longo da leitura.

  • Esta iniciação ocorre se conseguirmos compreendê-los em sua simbologia, na cosmovisão alógica, mágica, mítica e poética que humaniza em sentido profundo os protagonistas.

  • SAGA- radical de origem germânica, significa “canto heróico”

  • RANA- língua indígena, que significa “à maneira de”

  • “Lá em cima daquela serra, / passa boi, passa boiada,

  • passa gente ruim e boa, / passa a minha namorada.”

  • Assim, todas essas histórias têm um tom épico, heróico, embora não grandiloqüente, mas lírico.

  • Em Sagarana, pontuam-se aqueles valores espirituais comuns aos homens de qualquer lugar ou época, valores estes que consagram a “radiosa aventura humana”, ou seja, a coragem, a alegria e o amor. A filosofia religiosa, a intuição e o sentimento de universo colocam seus contos no nível das grandes obras da literatura universal.





  • O cavalo, simbolicamente, pode ser interpretado como o veículo da vontade, que, com clarividência e pertinácia, conduz o cavaleiro ao sucesso de sua empreitada.

  • Por sua vez, o boi é carregado de simbologia ambígua: é associado às formas cósmicas da fecundação, mas também é ligado á idéia de morte.



III – Linguagem

  • III – Linguagem

  • - Criação de vocábulos: é o que podemos chamar de neologismos:

  • a) derivação prefixal. Um dos prefixos mais usados é ainda dês-: desfeliz, desinquieto, desenxergar, etc. sempre em sentido negativo ou como mero reforço.

  • b) derivação sufixal. funciona como expressivo recurso estilístico, principalmente em se tratando de linguagem popular. Exemplos: vaqueirama, assinzinho, coisama, pensação, cigarrar, rapaziar, quilometrosa, maismente, saudadear, pererecar, etc.

  • Às vezes o sufixo é usado mesmo em palavras que não o comportam, como é o caso, já citado, de maismente, assinzinho, arranjeizinho (“Arranjeizinho lá um lugar de guarda-civil”) e amormeuzinho que aparece no conto “São Marcos”.

  • c) derivação parassintética. Consiste no uso de prefixo e sufixo ao mesmo tempo. Não é muito freqüente em Sagarana, mas mesmo assim podemos anotar alguns exemplos: avoamento, esmoralizado, desbriado, amaleitado, etc.

  • d) abreviação. Na abreviação, registre-se o caso de estranja (“você não tem vergonha de trabalhar p’ra esses gringos, p’ra uns estranjas, gente atoa?” ), além de largo uso da síncope, como é o caso de corgo em vez de córrego, p’ra em vez de para, e muitos outros casos que refletem a nossa língua popular. Veja-se ainda vam’bora para “vamos embora” e ixa para “virgem” (como interjeição).

  • e) composição aglutinada. Consiste na junção de dois vocábulos de modo que percam a sua individualidade fônica. É o caso de: passopreto (pássaro + preto), milmalditas (mil + malditas), suaviloqüência (suave + eloqüência), destamanho (deste + tamanho), membora (me + embora), santiaméin (santo + amém) e o curioso nomopadrofilhospritossantamêin (em nome do pai, do filho e do espírito santo, amém) que sugere a rapidez com que Nhô Augusto fez o sinal da cruz, naquelas circunstâncias em que se achava.É curioso também o dei’stá (deixa + está) de largo uso no





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